inwar.
Devocional (2/15) - 10 de Setembro de 2014: Ainda Sobre Amizade

O Salmo 18 diz entre o versículo 16 e 19 dos feitios do Senhor durante o desespero ou momentos aflitivos. O salmista relata que foi Deus quem o tirou das águas profundas, o livrou dos inimigos poderosos e o garantiu total libertação.

O que eu gosto de verdade em Deus é que com Ele não existe meio-termo. O grande-completo “Eu Sou” joga no time dos extremos. Ele garante não só libertação, mas libertação TOTAL.

Mais para frente, lemos:

"Para onde poderia eu escapar do teu Espírito? Para onde poderia fugir da tua presença? Se eu subir aos céus, lá estás; se eu fizer a minha cama na sepultura, também lá estás. Se eu subir com as asas da alvorada e morar na extremidade do mar, mesmo ali a tua mão direita me guiará e me susterá. Mesmo que eu diga que as trevas me encobrirão, e que a luz se tornará noite ao meu redor, verei que nem as trevas são escuras para ti. A noite brilhará como o dia, pois para ti as trevas são luz." (Salmos 139:7-12 NVI)

O salmista vai ao mais alto céu e ao mais profundo abismo, vai aos extremos do oceano e ao mais belo amanhecer, e em todos esses extremos Deus está. Nosso Senhor é tão majestoso que para Ele a mais profunda noite se equivale ao mais claro dia.

Extremo. Completo. Sem meio-termos.

E depois do devocional de ontem eu fui invadido pela voz de Deus me respondendo às perguntas que eu havia feito. Se ele continua sendo amigos mesmo quando nós estamos afastados? Sim. Absolutamente.

Ele sempre nos aguarda. No mais profundo silêncio ou no mais estrondoso clamor, nesses extremos: Deus está.

No calor de meio-dia dessa Brasília seca, à madrugada fria que traz o doce orvalho da manhã: Deus está.

No começo de um curso de graduação ou no final da jornada acadêmica: Deus está.

Na minha pior falha ou na minha melhor virtude: Deus está.

Nos meus melhores momentos aos meus dias de tristeza e alma abatida: Deus está.

Se sou amigo ou se sou estrangeiro: Deus está.

Em todo tempo, em todas as coisas, sobre todos os nomes, sobre tudo que é e há de vir: Deus ESTÁ.

Amém.

Devocional (1/15) - 10 de Setembro de 2014: Sobre Méritos e Desperdício

image

Billy Graham diz que o Espírito Santo é como uma pessoa. Tem sentimentos, fala, guia, pode-se mentir para ele, declara… Se comporta como eu ou você, em toda nossa complexidade humana, mas claro, operando em um nível metafísico e complexo sem ser problemático. 

Acontece que, nos últimos dias, tenho conseguido alcançar certas metas que há muito anos lutei para alcançá-las, mas mesmo com o gosto da vitória confesso que por conta de algumas falhas próprias tenho recebido a concretização das metas com dissabor de não poder celebrá-las com o Espírito Santo. E ao dirigir para casa hoje me perguntei: “Qual é a vantagem de ser bem sucedido em algo sem a companhia e a amizade do Espírito Santo?”, a qual, de súbito, me veio a resposta: “Nenhuma (PONTO)!”

Nos últimos cultos da minha igreja nosso pastor chefe, popularmente conhecido hoje como Pr. JB Carvalho, tem testificado sobre aquilo que está escrito na bíblia a respeito da fidelidade de Deus: que mesmo embora sejamos fracos e constantemente erramos, Deus ainda permanece fiel e bondoso. Agora, continuaria o Espírito Santo amigo mesmo quando estamos com um relacionamento frio e distante? 

Acredito que não. 

A lógica de uma amizade funciona no sentido de que precisa haver interesse de ambas as partes para que um relacionamento profundo e frutífero aconteça. Precisa haver dedicação e genuína vontade de passar tempo com essa pessoa. Logo, levando em consideração a minha (pouca) experiência em relacionamentos humanos, precisamos por no nosso relacionamento com Espírito Santo essas características que permeiam os relacionamentos humanos: amor, consideração, companhia, dedicação, diálogo. 

E a partir daí experimentar o cheio sem desperdício, a vitória bem celebrada e o sabor da conquista da luta justa. Porque mesmo sendo fracos, em Jesus somos fortes.

Que nesses 15 devocionais consigamos todos nos tornar mais amigos do Espírito Santo.

Sizzlin’ Sizzlers

Se tem uma coisa que me incomoda bastante é essa ideia de que devemos ter a vida toda preparada e formatada para nos encaixar nela da forma que achamos que devemos. Gosto de acreditar que já faz alguns meses que tenho deixado o melhor vencer e problematizar menos o caótico. 

Temos que seguir caminhando acreditando e tendo fé que o melhor está por vir. Caso contrário, que bem faria viver ou tentar?

Que nós tenhamos a certeza inabalável que o futuro será promissor.

Como balas doces que estouram na boca e pizza de calabresa.

PEACE OOOOOUT

Dois casacos, um punhado de areia e um peito de sonhos.

Onde lê-se 9.763 km distante, entende-se “tão longe, tão perto.” 

Me considero uma pessoa próxima de Deus. E apesar de conhecê-lo menos da metade do que acho que deveria, sinto que sei algumas poucas coisas a respeito dEle. Sei que Ele me ama, sei que Ele enviou ao mundo o seu único filho a fim de me salvar, sei que Ele tem promessas para a minha vida e sei que Ele me guarda. Sei, também, que Ele anseia por um relacionamento comigo e que mesmo quando eu penso estar longe, Ele está perto. 

Agora, se tem uma coisa que tenho aprendido a respeito de Deus é que ele leva um jeito para ironias. Não que Deus seja irônico, mas que Ele, de certa forma, aprecia o humor na forma mais humana de ser. 

Imagine só que, Ezequiel, o profeta, sofrendo pelos pecados de Israel começa a levar um bate-papo com Deus. Papo vem, papo vai, Deus descendo a madeira nos maus caminhos de Israel e falando tudo que Ezequiel deveria fazer para lamentar a perdição do estado judaico antigo, dentre esse tudo, Deus mandou que Ezequiel dormisse em praça pública e comesse apenas pães feitos de aveia, cevada e outros grãos que não me recordo agora. E adivinha onde Deus queria que Ezequiel assasse esse pão… Pois é… Na própria bosta. 

Assim… Sério? Pois é.. Tá lá na Bíblia. Tá que Israel tava com um pé em Sodoma e Gomorra, com o povo fazendo coisas horríveis pelas ruas da cidade, matando, estuprando até pedaço de madeira, adorando qualquer animal esquisito que vivesse… Mas obrigar um servo direito a comer pão assado em bosta por causa do pecado do povo é no MÍNIMO esquisito. Aí, Ezequiel, que não é besta, reclama. Apela. Diz algo como “Poxa vida, Deus, eu estou aqui todo bonito, me guardando e respeitando seus preceitos, e preciso cagar pra assar meu pão?” Deus, em sua infinita sabedoria (sem ironia, sério), diz: “Ok, então asse em bosta de vaca.” E aqui sim, dá pra ver que a resposta de Deus é meio cômica, né? 

Longe de mim querer inteferir na vontade de Deus e aposto que Ele tem uma excelente razão para exigir uma coisa tão absurda (ao meu ver) para expiação de pecados de Israel. 

Mas, como sabemos, o sacrifício maior no final de tudo foi do próprio Pai que sacrificou seu único filho a fim de que toda a humanidade fosse salva. E por isso, sejamos todos gratos!

Logo, se Deus tem essa queda pela ironia, imagine a minha vida. Como já diria Phoebe Buffay… “Você pode imaginar que eu estou bem maravilhado tendo em vista a minha procura por ironias na vida.”

E assim são esses 9800 km. 9800 km, mais alguns anos de distância, mais um punhado de incerteza e a certeza de que se ama mesmo sem ver. De que a falta é possível ser sentida sem doer, e que a paixão é possível ser vivida sem adolescer .

Enfim, te amo. 

Sempre.

Através das secas frases que povoavam seus pensamentos, verificou que havia tempo para sentir algo: a dura e a exultante sensação de estar agindo.
Ayn Rand, A Revolta de Atlas vol. 1
inwar. turned 5 today!

more posts coming!

inwar. turned 5 today!

more posts coming!

Sobre avalanches, rompimento e continuidade. 
[Esse post não pertence ao diário de viagem]
Trabalhar em um diário de viagem é bastante trabalhoso. Os primeiros dias que aqui já coloquei me tiraram boas horas de sono em um feriado. Como o próximo está logo aí, acredito que terei tempo de dar continuidade para que meus três fiéis leitores leiam mais. Três ou um só. Não sei bem como anda o interesse de minha mãe e de mais dois amigos. :)
Não sou físico ou geólogo para entender bem o mecanismo de uma avalanche. Mas até onde sei, se trata de um fenômeno que pode ser desencadeado por sons, fatores climáticos, explosões e forças mecânicas. E quando uma avalanche começa, ela é quase impossível de ser controlada. O senso de continuidade de uma avalanche é praticamente um só: começo, ganho de velocidade, descontrole montanha abaixo e interrupção. 
A sensação de qualquer pessoa que esteja presenciando uma avalanche deve ser de completa falta de poder. Afinal não sobra muita coisa que pode ser feita por um punhado de homens frente a tremenda força da natureza.
Mas ao mesmo tempo que existe uma sensação de destruição que acompanha essa força, existe também um outro modo de se ver essa sequência de eventos. Porque de uma forma ou de outra, quando árvores são soterradas, algumas que já eram inférteis vão embora de vez. Dando lugar para novas sementes e para uma nova primavera. 
Você colhe o que você planta. 
É bom ver que o deslizamento de terra parou. 
Você foi uma boa avalanche na minha vida, obrigado.

Sobre avalanches, rompimento e continuidade. 

[Esse post não pertence ao diário de viagem]

Trabalhar em um diário de viagem é bastante trabalhoso. Os primeiros dias que aqui já coloquei me tiraram boas horas de sono em um feriado. Como o próximo está logo aí, acredito que terei tempo de dar continuidade para que meus três fiéis leitores leiam mais. Três ou um só. Não sei bem como anda o interesse de minha mãe e de mais dois amigos. :)

Não sou físico ou geólogo para entender bem o mecanismo de uma avalanche. Mas até onde sei, se trata de um fenômeno que pode ser desencadeado por sons, fatores climáticos, explosões e forças mecânicas. E quando uma avalanche começa, ela é quase impossível de ser controlada. O senso de continuidade de uma avalanche é praticamente um só: começo, ganho de velocidade, descontrole montanha abaixo e interrupção. 

A sensação de qualquer pessoa que esteja presenciando uma avalanche deve ser de completa falta de poder. Afinal não sobra muita coisa que pode ser feita por um punhado de homens frente a tremenda força da natureza.

Mas ao mesmo tempo que existe uma sensação de destruição que acompanha essa força, existe também um outro modo de se ver essa sequência de eventos. Porque de uma forma ou de outra, quando árvores são soterradas, algumas que já eram inférteis vão embora de vez. Dando lugar para novas sementes e para uma nova primavera. 

Você colhe o que você planta. 

É bom ver que o deslizamento de terra parou. 

Você foi uma boa avalanche na minha vida, obrigado.

26.02.2012 - Cidadão Mundial: 4º Dia, Novara & Torino

Domingo na região Piedmont!

Caso não saiba, a Itália é dividida por regiões, cada região possui suas províncias e também cada região possui sua capital. Cada província possui sua comuna (equivalente ao termo município no Brasil). A região do Piedmont (pied - pés; mont - montanhas; logo, aos pés da montanha) tem por capital a cidade de Torino, 4ª maior cidade da Itália com aprox. 1 milhão de habitantes. Já Novara (capital da província de Novara), é uma comuna também na região do Piedmont com aproximadamente 100 mil habitantes.

O domingo, mais uma vez, parecia promissor! Acordamos bem cedo para conhecer mais duas cidades na Itália. Quando fiz o planejamento das cidades a conhecer na Itália, procurei cidades importantes e dentro do trajeto de trem para essas cidades, procurei por cidades que possuísse alguma marco arquitetônico que valesse a pena conferir. 

Quando estava planejando a viagem na região Piedmont, fiquei na dúvida para escolher entre as cidades de Vercelli ou Novara pois ambas ficam no caminho de Milão para Torino.

E como fiquei grato por escolher Novara! 

A viagem de Milão a Novara dura aproximadamente uma hora, chegamos ao destino as 10 da manhã de um domingo. Por ser um domingo de manhã, a cidade estava deserta! Mas a impressão que tive é que Novara é uma cidade extremamente rica. Os edifícios são belos, as ruas decoradas e extremamente limpa. O silêncio imperava na cidade, o que só aumentava a beleza da cúpula da Basílica de São Gaudenzio. 

Novara foi uma das cidades que mais gostei de conhecer na Itália e recomendaria para qualquer pessoa. Como queria conhecer mais Torino e tentar entrar em algum dos famosos museus de lá, planejei a viagem somente para conhecer a Igreja de São Gaudenzio que tem uma cúpula de 121 metros e foi construída em 1888. A igreja, em si, existe desde o século XV. 

Andar pelas ruas silencioas de Novara, em uma manhã ensolarada, foi outro ponto alto da viagem. Só encontramos turistas quando estávamos indo embora e quando estavamos dentro da Igreja. 

Duas palavras que resumem o meu passeio por Novara: beleza silenciosa.

Já na frente da igreja, há uma fonte de água que foi herdada do sistema de saneamento básico do Império Romano. Praticamente toda cidade Italiana tem essas fontezinhas. Bom turista que sou, tomei um gole da água que imagino que deve vir da região dos alpes.

A cúpula é muito alta e muito bonita. A igreja, sem dúvidas, é uma das mais belas que eu já vi… Em um ranking, a colocaria em quarto lugar das igrejas mais belas que já vi. Sendo o primeiro lugar da Igreja Santa Maria Della Fiore em Firenze, o segundo lugar da Basílica de S. Pedro do Vaticano e o terceiro da Duomo di Milano. (Ou seja, deixou pra trás a Catedral de S. Vitu em Praga, a Notre Dame em Paris, a Westminster Abby em Londres e por aí vai…)

Dentro da igreja, Nataly oferecia uma reza e uma vela para sua querida vó, enquanto eu andava pela nave principal observando os túmulos, as belas obras de arte e os túmulos de santos, arcebispos e notáveis do clero.

O interior da Igreja de S. Gaudenzio é magnífica. E tivemos a sorte de visitar a igreja em um horário em que a luz do sol nascente entrava pelo leste da nave principal e a sua luz iluminava somente o dorso de um anjo que estava no lugar mais alto do oeste da nave da igreja. Aquilo foi demais! Imagino que a medida que o dia se passa e o sol se põe, o sol passa a iluminar a imagem do São Gaudenzio que está na parte leste da nave da igreja, igualmente alta como o anjo do lado oeste. Genial a jogada do Alessandro Antonelli, idealizador da alta cúpula da Igreja.

Voltamos para a estação central de Novara para pegar o próximo trem para Torino. A caminhada da Igreja até a estação é rápida, dura uns 20 minutos. Na estação, compramos algo para almoçar e seguimos em direção a Torino.

Na viagem de trem é possível ter um vislumbre dos alpes e a paisagem é bela. (As fotos não estão boas, pq tava difícil no trem em movimento e com as janelas sujas…)

Torino é grande pra dedéu! Chegamos na estação com aquela sensação de turista perdido como sempre acontece. Toda vez que eu chego em uma cidade nova a primeira coisa que eu faço é comprar um mapa da cidade.

Porém, o grande diferencial de Torino é o suporte turístico que a cidade oferece. Logo de cara na estação de trem central tem um centro de informações turísticas que foi uma grande surpresa para nós. Encontramos uma atendente extremamente simpática e anteciosa que nos deu um mapa da cidade, perguntou de onde éramos e começou a nos dar várias informações sobre Torino, anotando os lugares que precisávamos ir com caneta marca-texto no mapa. 

Apesar de ser uma cidade bem grande, optamos por fazer todo o trajeto a pé. Seguimos pela Via Roma onde encontramos uma galeria com diversas lojas de antiguidades e - para alegria da Nataly - lojas de sapatos. 

Logo na primeira loja de sapatos em liquidação que a Nataly encontrou, ela entrou e fez um estrago. Comprou 2 sapatos e 1 bota por 10 Euros cada, se não me engano. A carga extra sobrou pra quem carregar? Pra mim, claro. (Ela gosta de dizer que ajudou a carregar, mas como o blog é meu eu posso dizer que sofri com aquelas caixas penduradas na minha mochila!).

E enquanto a Nataly escolhia seus sapatos, eu fiz uma pausa para o sorvete Grom. Uma rede de franquias que é italiana e tem sorvetes geniais! Como não existe sorvete ruim na Itália e como o pior sorvete de lá é 3x melhor do que qualquer sorvete que já tomei no Brasil, a Grom se destaca por ter sabores fortes no padrão de qualidade italiano.

Seguimos então pela Via Roma que acaba na Piazza San Carlo. No final da Via Roma e na entrada da Piazza San Carlo estão duas igrejas belamente ornamentadas com estátuas e etc… e servem como um tipo de entrada para a piazza. 

Como estávamos sem guia, não me preocupei em saber quais eram as estátuas nas igrejas. 

A Piazza San Carlo é famosa por ter o “melhor chocolate de gianduja da Itália”. Gianduja é um tipo especial de chocolate feito com 70% de chocolate ao leite e 30% de avelã. A piazza é recheadas de chocolaterias e, se não estivessem tão cheias, eu iria de uma em uma pedindo para experimentar diversos chocolates (o que muitos turistas fazem) e comprando alguns poucos só pra não ser muito cara-de-pau. A fama da praça é justamente essa: chocolate para experimentar de graça!

E nessa praça também encontrei uma cena que você só vê por aqui… Uma artista que fazia gigantes bolhas de sabão brincava com algumas crianças. Fiquei assistindo por uns 10 minutos sem sequer lembrar de onde eu estava.

Logo após a Piazza San Carlo seguimos pela Via Roma até a Piazza Castelo, que é onde estão algumas das principais atrações turísticas de Torino: o Palazzo Madama, o Palazzo Reale e a Armaria Reale. Bem no centro da Piazza Castelo, diversos artistas performáticos se apresentam em busca de alguns trocados e há um stand de souvenirs oficial de Torino.

Castelo Madama

Portões do Palácio Real

Sim, a cidade é tão preparada para os Turistas que existem os souvenirs licenciados pela Comuna di Torino. E os preços são bem agradáveis, também. 

Torino, além de ser sede da Fiat, é um pólo de televisão e radiofusão da Itália. O famoso canal RAI surgiu na cidade. A cidade também conta com o Museu Nacional Do Cinema e o maior Museu Egípcio do mundo. 

Duas edições comemorativas do 500 da Fiat, em homenagem ao Rissorgimento Italiano.

Após o passeio na Piazza Castelo, seguimos para o Museu Nacional Do Cinema, que conta com a Mole Antonelliana, uma estrutura de 167 metros que garante ao Museu Nacional do Cinema o status de museu mais alto do mundo, projetada por Alessandro Antonelli (o mesmo que arquitetou a cúpula de Novara), o edifício (se é que posso abrasileirar o termo ‘mole’), foi projetado para ser uma sinagoga do judeus da cidade de Torino. Esse cara gosta de altura, viu…

É possível subir no Mole Antonelliana para uma visão panorâmica da cidade e das montanhas que estão próximas, porém por ser domingo os turistas estavam fazendo a festa. O tamanho da fila é marcado por tempo, ou seja, ao longo de sua extensão existiam plaquinhas de uma hora, uma hora e meia, duas horas. Se eu quisesse ver o topo da estrutura, eu deveria esperar em uma fila de aprox. 2h45. 

Não dava. 

Seguimos a nossa caminhada para tentar entrar no museu do Egito da cidade. No caminho o cansaço começou a bater e contando que o museu também estaria cheio, preferimos conhecer um pouco mais da cidade. Começamos a fazer o caminho para ver a Igreja Gran Madre de Dio e o Rio Pó. No caminho, passamos em uma tradicional yogurteria italiana (yogo style mesmo, a Itália é o berço do tal sorvete congelado), onde Nataly tomou o que ela clama ter sido o “melhor yogurt da vida dela”:

"Oi! O cara colocou meio copo de nutella no meu yogurt. Tava MUITO Bom! Beijos"

                                               - Nataly Zoghbi

Chegamos então na Piazza Vittorio Veneto que é cercada por duas grandes galerias  dos dois lados.

Entre as galerias, existem várias fontes onde a água jorra de estátuas de cabeças de Touros, o que é outro símbolo da cidade.Turista que sou, me aventurei por uma delas para beber… Mas a água estava tão fria (E tão gostosa!), que perdi a sensibilidade dos dedos da mão por uns 2 minutos.

A Piazza Vittorio Veneto é Lindíssima, A ponte Vittorio Emanuelle I que atravessa o Rio Pó e dá diretamente na Igreja Gran Madre di Dio é decorada com bandeiras da Itália e ao subir os degraus da Igreja, você pode ver os alpes na paisagem da cidade. Foi muita beleza ver o entardecer naquele lugar lindo!

Chiesa Gran Madre di Dio

Então, decidimos voltar para estação central e voltar para casa. No caminho nos deparamos com o Museu do Ressurgimento Italiano, que marca a unificação da Itália, que esse ano faz 151 anos.

Torino merece a fama de cidade cinematográfica que leva. Tanto que uma das novelas mais famosas da Itália se passa em Torino. E é aquele tipo de novela que dura anos e anos…

Na volta, fomos para a Piazza Castelo. Da Piazza Castelo a Via Roma faz em linha reta o caminho até a estação, passando pela Piazza San Carlo novamente. 

Dessa vez tudo estava mais cheio! As galerias cheias de gente, de bandas e artistas. Uma banda em particular, fazia cover dos Beatles e atraía uma boa quantidade de gente. 

7 horas em Torino foram poucas. Preciso voltar. Preciso ir aos museus. Cidade linda! O anoitecer nela então… deve ser magnífico!

Quarto dia fechado com sucesso, voltamos para Milão e jantamos McDonald’s. Minha tia detonou 6 coxinhas de frango, um sanduíche chamado California (que é do tamanho de um Whooper Duplo), uma batata grande e 700 ML de coca. Fiquei assustado pq eu, nos meus quase 1,90 de altura e 107 Kilos comi só uma singela promoção do Big Mac! 

A viagem de volta para Milão durou 1h30 de trem que passou voando graças aos bons papos que tivemos no caminho. 

E eu já estava doido de felicidade, porque se a viagem continuasse como estava sendo, seria absolutamente perfeita.

25.02.2012 - World Citizen: 3º Dia, Parma & Bologna

O terceiro dia da nossa viagem marca o ínicio do muchilão pelo norte da Itália. O ritmo agora é batidão: a meta, até então, era de duas cidades por dia nos próximos 5 dias.

Na manhã ensolarada do sábado, começamos a nossa viagem: nossa primeira parada é a cidade de Parma, aproximadamente 1h30 e meia de trem ao sul de Milão. Parma é uma das cidades da região chamada de Emilia Romagna. Graças a essa região fomos abençoados com os estilos de comida à bolonhesa, à parmegiana e por aí vai… Os queijos e os presuntos de cada cidade da Emilia Romagna são especiais e diferenciados. 

A cidade de Parma é uma cidade pequena e pacata, sem muita coisa pra ver ou fazer.  Porém a impressão que tive é que se trata de uma cidade de classe média alta. A estação central da cidade é miúda, e basicamente todo lugar que ofereça alguma atração turística fica perto e alcançável com uma boa caminhada de meia hora ou quarente minutos. E fomos o que decidimos fazer. 

Seguimos pela orla do Rio de Parma (sim, mesmo nome da cidade!) até chegar ao Teatro Parmese com a Piazza della Pilotta, onde havia uma pequena feira de  roupas acontecendo.

Como nosso tempo era corrido, não aproveitamos muito da feira e preferimos ir andando para conhecer logo a cidade e partir para Bologna.

Parma é uma cidade que parece que parou no tempo: as pessoas andam com extrema calma, com muitos velhinhos conversando ou jogando algo parecido com dominó nas praças. Pelas ruas da cidade as pessoas estacionam suas bicicletas nas paredes das calçadas, as ruas são pequenas e compartilhadas pelos pedestres. Então, ao caminhar, normalmente temos que dar espaço para que os carros passem. Ao chegar na Cattedrale di Parma, uma decepção: toda a faixada da igreja  estava coberta para restauração. Nada que apagasse a beleza do batistério, logo ao lado da igreja: um edifício na altura de um típico prédio de três andares de Brasília, cor de Salmão. Único! Só ele já havia feito valer a pena nossa escolha de andar pela cidade de Parma.

Seguimos para a Cittadella da cidade, que hoje em dia é um parque onde as pessoas vão para se exercitar. Presenciamos uma triste cena nesse local: um senhor idoso estava acompanhado de sua filha (provavelmente) e ao caminhar, acredito que passou mal, vomitou e caiu. A fragilidade do senhor era tamanha que a filha demorou 10 minutos para conseguir levantá-lo novamente. Ficamos sem saber como reagir, e ao perceber que a filha já estava dando conta da situação, optamos por seguir nossa caminhada.

Para salvar tempo, voltamos para a estação central de ônibus e para pegar o primeiro trem para Bologna. Mesmo com a economia de meia hora de caminhada, acabamos perdendo o trem de 12:59 e tivemos que esperar até o próximo de 13:59. Nesse meio tempo decidimos almoçar mesmo na estação. Comi a primeira pizza magnífica da Itália: uma Margherita que acabava de sair do forno, acompanhada por um certo tipo de batatas fritas com ervas. Sério, era DELICIOSO!

E de sobremesa, fomos uma creperia dentro mesmo da estação onde uma gentil senhora nos vendeu dois crepes de nutella com morango. E, para minha surpresa, engajei no meu primeiro diálogo totalmente em italiano e conseguia entender tudo que a senhora me dizia. Não sabia responder corretamente, claro, mas consegui entender quando ela nos perguntou de onde éramos. Eu disse que éramos do Brasil e ela nos contou de uma amiga dela que havia morado no o Rio e agora, de volta a Itália, esbanjava o seu bom português. A senhora me contou que adorava conversar com sua amiga e a pedia para falar algumas coisas em português porque era uma língua que lhe agrada muito! Eu, feliz e surpreso com minha desenvoltura no Italiano, ofereci a senhora um baita de um bom sorriso, acompanhei sua conversa e autorizei ela a colocar uma camada de “zucchero” no meu crepe.

Se ela me disse algo além do que eu pensei ter entendido, eu nunca vou saber! 

Pegamos o trem para Bologna e desembarcamos numa cidade que me fez torcer o bico logo no primeiro momento. A minha única expectativa da cidade era comer “uma lasanha à bolonhesa em Bolonha”, e eu esperava que fosse a melhor lasagna da minha vida, claro!

Como minha tia reclamava de cansaço, optamos por pegar um ônibus até o centro da turístico da cidade. Mas claro, bons turistas que somos, fomos um pouco além do que devíamos e tivemos de fazer um bom caminho andando para chegar na Piazza Maggiore. Na nossa caminhada para Piazza Maggiore, andamos por uma parte da cidade que é extremamente descuidada. Parecia as galerias do Conic de Brasília: paredes pixadas, uma variedade de lojas e pessoas mal encaradas. E, quando chegamos a Piazza Maggiore pude perceber que Bologna é mais ou menos assim, pelo ao menos seu centro.

Portanto, por ser sede da universidade mais antiga (universidade como a instituição idealizada pelo renascimento antropólogo) do Mundo, a cidade é extremamente jovem. A praça estava simplesmente lotada de pessoas jovens! Mais, para nossa decepção, mais uma vez, a principal igreja de Bologna, a Basília di San Petronio, também estava com sua faixada principal passando por reforma. 

Ainda sim, observamos a beleza da tal famosa fonte de Netuno, que por sí só não faz o passeio a Bolonha algo valoroso. 

Decidimos fechar nosso passeio em um restaurante na própria Piazza Maggiore. E lá tive a degustação de um prato que nos dava um gosto dos principais frios da região da Emilia Romagna! Uma delícia! O preço foi bem caro, mas pela boa localização e por poder comer observando as pessoas passeando pela Piazza Maggiore, valeu a pena. Pedi também uma Lasagna a Bolonhesa que ficou bem aquém das minhas expectativas, mas sem problemas…

Voltamos de ônibus para estação central e ficamos por 2 horas esperando nosso trem de volta para Milão. Nessas duas horas, ficamos esperando em uma sala de esperas que foi palco para o maior atentado terrorista da história da Itália. No dia 02 de agosto de 1980, uma bomba explodiou matando 85 pessoas e deixando 200 feridas. Os nomes das 85 pessoas estão cravados em um memorial nessa mesma sala, que é cercado por um gradeado onde a bomba estava quando aconteceu a explosão. Foi surreal ler aquela lista, vendo o nome de famílias inteiras que foram mortas por causa do regime fascista italiano… E imaginar que elas estavam ali, provavelmente como nós estávamos, conversando, esperando um trem chegar…

Depois de ficar em silêncio por uns 20 minutos imaginando a tragédia que aquele lugar presenciou, eu, minha tia e Nataly engajamos em uma animada conversa sobre tudo que é possível nessa vida: amigos, relacionamentos, famílias. E antes do trem chegar, dei um pulinho em uma chocolateria que vendia chocolate por kilo. Que lugar magnífico! Separei alguns presentes e voltei para sala de espera.

Estávamos muito cansados! Mas contentes pelo bom dia de viagem…!

24.02.2012 - Cidadão do Mundo: 2º Dia, Milão

Devidamente descansados, começamos nosso segundo dia com um café da manhã especial arranjado pela minha tia: Brioches (ou Croissants, no Brasil) de Nutella. Sem iguais!

Minha segunda vez em Milão é bem objetiva: mostrar para Nataly o que eu já conhecia bem e visitar as atrações principais, o que pode ser feito em um dia caso o pique esteja forte.

Nossa primeira parada é o Cenacolo Vinciano, na Chiesa Santa Maria delle Grazie. É aqui que se encontra uma das mais célebres obras de Leonardo Da Vinci: A Santa Ceia. A igreja que hoje guarda a obra foi bombardeada durante a Segunda Guerra Mundial e, milagrosamente, uma das únicas paredes que não caíram durante o bombardeio foi a parede do afresco.

Fiz as reservas para apreciar a obra quase dois meses antes da viagem. Como acordamos tarde, tivemos que apertar o passo para chegar na Igreja. Nos perdemos um pouco e ao chegar no Cenacolo, o nosso grupo já estava dentro da sala do afresco observando a obra. Para ter acesso a Sala da Obra você precisa passar por 3 ante-salas blindadas com portas automatizadas: você entra pela primeira porta e ela se fecha atrás de você, durante alguns segundos você fica preso nessa ante-sala cercada de vidro e a porta a sua frente logo se abre, isso se repete por duas vezes até que você finalmente chega no salão onde está a obra. 

A primeira impressão é estarrecedora: A Última Ceia merece toda a fama que ela carrega. Está pintada com maestria na parede oeste do ambiente e ocupa toda ela. Cada discípulo de Cristo apresenta uma reação ao ouvir a notícia que “Alguém de vocês irá me trair…”; É simplesmente fantástico o estudo que Da Vinci fez das feições do ser humano: surpresa, revolta, medo, susto, desconfiança… Para conseguir ver os mais importantes detalhes, junto da reserva, fiz também o requerimento de um audio tour. Valeu muitíssimo a pena. Você só pode ficar por 15 minutos no salão, após esse tempo uma velhinha bem grossa começou a gritar falando que precisávamos sair imediatamente para que o segundo grupo entrasse.

Se os 50 minutos que fiquei observando Davi de Michelangelo, quando fui a Firenze em 2011, foram poucos, quem dirá então os 15 para uma obra com tantos detalhes. Em suma, segundo dia de viagem e já havíamos atingido um ponto alto! 

Fizemos algumas compras no gift shop do cenacolo e seguimos para conhecer Milano. Como já conhecia muito bem a cidade, fui um excelente Guia! Fomos ao museu do Castelo Sforzesco onde está a última obra que Michelangelo realizou, a Pietá Rondanini.

 

Depois do museu do Castlo Sforzesco, seguimos para um simpático restaurante a 15 minutos de caminhada da Piazza Duomo. Durante a caminhada, tive uma excelente surpresa ao encontrar uma campanha publicitária do PSVITA na rua logo atrás da Duomo: quatro pessoas vestidas de botões de um típico controle do PlayStation. Fanboy que sou, já considerei o momento o segundo ponto alto da viagem! No restaurante, almocei uma generosa Lasagna Bolagnese que não consegui terminar. Ao final do almoço, decidimos ir a Duomo. No caminho nos deparamos com os movimentos da Semana Internacional de Moda de Milão. Carros decorados com cristais Svarovski, modelos espalhadas por todo centro turístico e tumulto!

Graças ao bom Pai, a Duomo estava consideravelmente vazia. Compramos o ingresso para ir ao terraço da igreja de escada. 

O terraço da Duomo é absolutamente fantástico e o dia estava perfeito: ensolarado, quase sem nuvens e a agradável temperatura de 14 graus celsius. Que sorte a minha, terceiro ponto alto da viagem em menos de 5 horas! O lugar é irresistível: é amplo e de qualquer ponto lhe proporciona uma visão genial do skyline de Milão. Ao contrário da última vez que estive lá, dessa vez o terraço estava com mais pessoas: algumas deitas no chão curtindo o dia de sol, alguns casais se abraçando e conversando ao pé do ouvido, grupos asiáticos se divertindo e grupos de jovens comendo. 

Ficamos lá por 1h30, fazendo fotos, passeando, rindo da vida…

Ao sair do terraço, fomos dar uma conferida no interior da igreja. Andamos pela nava principal, fomos ao Tesouro da igreja e ao batistério. Depois, saímos e fomos dar uma caminhada na Galleria Vittorio Emanuelle II que fica bem ao lado da duomo e onde tem um dos sorvetes mais gostos que eu já tomei na vida: o de Amarena de um restaurante bem no centro da galeria.

Fomos degustar nosso sorvete sob o dia de Sol, sentados na Piazza della Scala que recebe o nome devido ao conhecido Teatro Alla Scalla, outro cartão postal da cidade.

Como o relógio já marcava 17h30, decidi que era melhor ir a Estação Central garantir os bilhetes das viagens de trem que faríamos dentro da Itália. Fomos de metrô e menos de 20 minutos depois já estávamos debruçados sobre uma self ticket machine, comprando os mais de 30 tickets de todos os nossos percursos italianos.

2 horas depois, tickets comprados, rumamos para casa, providenciamos uma janta no mercado Billa próximo a casa da minha tia e fomos descansar!

Segundo dia da viagem e eu já tinha certeza: iria ser uma viagem pra guardar nas minhas memórias para o resto da vida! Melhor companhia, impossível. Melhor clima, improvável. Melhor lugar… Só Paris!